terça-feira, 20 de maio de 2014

PALACETE CAMELIER , BELÉM DO PARÁ




Na verdade este palacete era a residência de Mary Camelier, māe de Roberto Camelier onde todos os 5 filhos foram criados e mais tarde, moraram em algum período de suas vidas. 
A seguir transcrevemos um artigo artigo que encontramos no livro ÁLBUM DO PARÁ de Hildebrando Rodrigues, 1939, Belém - Pará e impresso na Tipografia “Novidade”.

"OFFICINA D’ARTEFACTOS METÁLICOS
de Viúva Camelier & Cia.
Esta bem montada oficina, fundada em 1884 pelo competente técnico que lhe deu o nome, continha as sua atividades à Praça Carneiro da Rocha, n. 2, prestando notáveis serviços a à navegação e a indústria paraense, com as realizações das suas eficientes instalações.
As oficinas CAMELIER, como são popularmente conhecidas, dedicam-se à reconstrução de vapores e embarcações de qualquer tipo, ao conserto de machinismos e caldeiras, à fundição de ferro e bronze com modelação própria e aos serviços de carreira, tipo mortons, para vapores até 500 toneladas.
Nesta página reproduzimos o clichê de um possante vapor em reconstrução nas afamadas oficinas."




Para escrever este artigo contei com ajuda de duas amigas, netas do saudoso advogado Roberto : Cristina Sobreira, filha da Nazaré e Rosane Camelier, filha de Carlos, os dois filhos do Roberto, mas todos já faleceram há muitos anos.


Cristina me contou que o palacete ocupada um quarteirão inteiro e que abrigava um estaleiro, pois a residência fazia fundos com a Baia do Guajará.  Vendo esta foto da residência de Dona Mery, podemos notar que existia na frente, alguma atividade profissional também, talvez escritórios. Mas as imagens são muito preciosas e raras. A família chamava Bagé. A Praça do Arsenal era chamada de Largo Bagé. E tinha um estaleiro atrás ou perto da casa, que pertencia a família também. Bagé era a casa de meus avós, diz  Cristina Sobreira. Aí é conhecido  como Palacete Camelier. É a mesma casa.
Marisa Lima nos conta que “O nome Bagé era por causa da linha de ônibus que saia da Praça do Relógio até o Arsenal de Marinha onde estava o palacete”.
Também encontrei que um grande navio que tinha rota por Belém/Europa de nome Bagé, deveria quem sabe, aportar lá.




Roberto Camelier tem mais um neto que leva o seu nome e mora em Sāo Paulo filho de Carlos Camelier também.




Neste artigo reproduzimos o clichê de um possante vapor em reconstrução nas afamadas oficinas.

Quanto ao livro, foi organizado sob os auspícios do governo do Estado e com o apoio da Associação Comercial do Pará, sendo interventor federal  S. Excia., o Sr. Dr. José Carneiro da Gama Malcher.
Este exemplar foi localizado na Biblioteca do Grêmio Literário Português de Belém do Pará.


2 comentários:

  1. muito interessante este post vc está de parabéns por publicar parte importante da história de nossa cidade.

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  2. Eu sempre quis saber a real história desse casarão abandonado, agradeço pela publicação, infelizmente hoje esse palacete se encontra em ruínas e a mercê do tempo.

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